sábado, 4 de fevereiro de 2012














CASAMENTO.


Quando Deus instituiu o casamento?
A união física com a benção espiritual foi determinada dês do princípio (Gn 2.18-24; Mt 19. 4-5)

Posso casar apenas no religioso?
Absolutamente não!
Deus instituiu o casamento sem leis no princípio, pois o homem ainda não havia pecado. Por causa do pecado as leis e limites começaram a serem impostos. O casamento civil foi feito para legalizar a união do casal. 
Quero deixar claro que o casamento civil não é mais importante do que a benção de Deus, no entanto, Deus somente abençoará um casal, se este aceitar assumir juridicamente a sua união diante da sociedade, testemunhas e autoridade competente. Um homem ou uma mulher que não deseja assumir o relacionamento diante da lei é porque não respeita o seu companheiro. Diante de um coração enganoso como o do ser humano, deve haver um compromisso com direitos e deveres. O homem escolheu o caminho da desobediência, por isso a lei existe, e nós que entregamos a vida a Cristo, não estamos mais debaixo da lei espiritual do antigo pacto, no entanto devemos obedecer às leis da sociedade em que vivemos Mt 22. 17-21 (dês de que não estejam contra a Palavra de Deus). Nenhuma igreja séria realizará um casamento religioso sem que os noivos assumam um compromisso jurídico, pois um homem ou mulher que tem a coragem de quebrar a sua aliança diante de Deus, certamente não pensará nas conseqüências futuras do pecado, então se faz necessário que as leis do casamento civil garantam direitos ao cônjuge prejudicado.

Posso apenas casar no civil?
Absolutamente não! Seria o mesmo que dizer que não deseja a benção de Deus, ou que a assinatura de um papel e a autoridade de um juiz valem mais do que Deus.

Bigamia é pecado?
Certamente! O primeiro caso registrado está em Gn 4.19. As mulheres foram a causa da queda de Sansão, Davi e outros. Na vida do rei Salomão, a Bíblia diz que elas lhe perverteram o coração e suas muitas esposas e concubinas levaram-no a se afastar de Deus I Rs 11.1-6. O fato de estar registrado na Bíblia que estes homens tiveram várias mulheres, não está na aprovação de Deus e sim no contrário; como se percebe claramente.

O crente poderá casar com ímpio?
Não, a Bíblia condena o casamento misto. II Co 6. 14-18

Posso batizar sendo amigado(a)?
Depende da situação. Repare em alguns casos diferentes a seguir:
O companheiro aceitou a Jesus e a mulher não. Neste caso ele é “o cabeça” da casa, portanto deverá colocar esta condição, ou seja, de que é necessário casar. Depois de casar, poderá ser batizado, caso contrário, não poderá se tornar membro da igreja local. Deverá ter carinho e paciência para convencer a companheira; não usando apenas argumentos bíblicos, pois ela não entenderia, mais usando também argumentos que mostrem a importância para a vida dela mesma, a legalização do casamento.
No caso de ser a mulher que deseja batizar e o companheiro não quer casar, não importa, ela poderá descer às águas, pois não pode ir contra o seu companheiro.
Nos dois casos anteriores, foram considerados um intervalo de tempo extenso de convívio e a existência de filhos.
 Se o tempo em que estiverem juntos for curto, por exemplo, um ano, nos dois casos deverá haver um afastamento.
Também deve ser considerado o fato do conjugue realmente estar interessado em casar, pois existem situações nas quais o crente não quer arrumar a sua vida e nem insiste com o conjugue sobre esta questão e chega para o pastor pedindo para descer às águas omitindo o que realmente está no seu coração; dizendo que o companheiro(a) não quer casar quando na verdade ela(e) é que não está muito “a fim”.

O divórcio é pecado?
Sim, a não ser que esteja incluído em um dos casos permitidos na Bíblia.Mt 19.6; Rm 7. 2,3;  I Co 7.10,27

Quando Deus autoriza o divórcio?
Em caso de adultério. Mt 5.32; 19.9
No caso em que um dos cônjuges se converte e o outro pede o divórcio.I Co 7. 15,16

O divorciado pode casar novamente? 
Este caso é bastante complicado e deverá ser resolvido debaixo de oração e muita sabedoria; discernimento e conhecimento da Palavra de Deus. Deve-se analisar cada caso separadamente como sendo diferente.
Há bastante controvérsia nesta questão. Ao meu ver, se o divórcio deu-se devido aos casos previstos na Bíblia, a pessoa estará livre novamente; haja vista a aliança estar encerrada diante de Deus. Como exemplo, posso citar o caso de I Co 7.15-22. O ímpio separando-se do irmão(ã), o tornou livre. O apóstolo usa o exemplo do escravo que não deve fugir, mas se lhe é dada oportunidade, ele deverá aproveitar e então se tornar livre.
O fato principal é a quebra da aliança diante do Senhor e não somente o simples fato da declaração de um juiz (alguém pode estar divorciado no tribunal e para Deus estar casado).
Assim como no caso do matrimônio (que é abençoado desde que se assuma um compromisso diante da lei dos homens); igualmente o divórcio somente estará legalizado depois de sair na justiça. 
Precisa ser considerado o fato da pessoa ter se convertido antes ou depois da situação.
            Se a vítima (pessoa traída que pediu o divórcio) sair com outra pessoa enquanto o divórcio não se efetivou, será pecado de adultério!
            Precisa ainda ser levado em conta a possibilidade da pessoa estar forçando uma situação para poder estar supostamente livre.

Enquanto não “sai” o meu divórcio, posso namorar? E morar junto?
Certamente que não! Morar junto é fornicação!
Ambas as coisas estão erradas.

No caso de adultério, a Bíblia autoriza a separação; pergunto o seguinte: Quando um dos cônjuges trai o outro, deve ser usado este princípio?
Este princípio é exceção e não regra. O que deve ser usado é a lei do amor! Deus autorizou o divórcio por causa da dureza do coração do homem (Mt 19.8). Onde existe arrependimento, deve existir perdão!
No caso de infidelidade do cônjuge ímpio, usa-se o mesmo princípio, porém as chances de arrependimento serão menores por parte do ofensor, pelo fato deste não ter o Espírito de Deus.

Sou separado e meu divórcio ainda não “saiu”, estou amigado a alguns meses; o que devo fazer?
Separar da amante; é obvio! A situação é de adultério!

Aceitei a Jesus e meu marido é ímpio, devo divorciar dele?
Não; caso isto aconteça, a irmã será culpada de adultério, tanto se ele arranjar outra mulher, quanto se a irmã casar novamente. Esta posição somente deverá existir se ele (ímpio) não quiser manter o relacionamento. A irmã deverá tentar ganha-lo para Cristo ( ICo 7.13-15).

Meu marido me trai, maltrata e diz que não me ama. Todos sabem que ele tem outra mulher. Já conversamos sobre este assunto varias vezes e ele me humilha. Devo esperar e perdoar aceitando a situação por amor a Cristo?
Não! Na verdade não é o amor de Cristo que está prevalecendo, pois se amasse tanto a Jesus não permitiria que o Evangelho fosse escandalizado com esta situação!
Após terem sido feitas todas as tentativas de diálogo; a primeira providência a ser tomada seria uma separação imediata.
Na verdade é um amor humano que está prevalecendo acima do Evangelho. Esta irmã seria capaz até de desviar-se caso seu marido mudasse de atitude.
Conheço certo “irmão” que vive com a esposa sabendo que ela sai com outros. Isto é uma aberração, e escandaliza o nome de Jesus! I Co 7.16

Minha esposa me traiu e não quer entrar com o pedido de divórcio; o que devo fazer?
Você é o “cabeça”; se a decisão foi divorciar, entre você com o pedido!
Obs: Estas perguntas estão resumindo o processo de aconselhamento e são a título de orientação. No caso citado nesta pergunta, por exemplo, deve ser indagado o motivo pelo qual ela não quer separar, o motivo pelo qual ele quer separar, se o fato foi isolado, se houve arrependimento, etc...
Aconselhar não é tão simples como se pensa!
Todos os casos são diferentes!

Moro com a minha companheira faz cinco anos e até a presente data não casamos. Aceitei a Jesus como meu Senhor e Salvador, devo abandonar a minha companheira?
Você deve abandonar o pecado, a situação em que está vivendo, e não a sua companheira. Explique para ela que sexo fora do casamento é fornicação. Explique ainda a necessidade de um casamento civil e a importância das bênçãos de Deus para o casal.
No caso, a situação é que deverá ser deixada; é o pecado que deve ser abandonado!
Geralmente a mulher aceitará casar, em 95% dos casos a mulher deseja acertar a situação. A companheira se sentirá feliz e honrada se você desejar acertar a situação. Converse com carinho.
Caso a mulher não aceite o casamento, você deverá ter paciência, pois uma situação desajustada há tanto tempo não se resolverá muitas vezes de uma hora para outra. É de se estranhar a mulher não desejar ter um esposo compromissado.
Se de todo ela se negar, após todas as tentativas (inclusive solicitando um gabinete pastoral conjunto), deixe claro que você procurará a separação, embora a falta de amor não seja sua e sim da mulher. Neste caso a separação será autorizada pela Bíblia, pois não há casamento e ambos estão em fornicação e o ímpio não deseja se acertar. 
              Deverá ser procurado ainda um profissional da área de direito, pois como cristão, os direitos da companheira (apesar da decisão de não casar ter sido dela) devem ser considerados.
              Se a opção for não separar e aguardar, neste caso o irmão não poderá ser membro da igreja, apenas congregado, ou seja, não poderá batizar enquanto estiver nesta situação. O tempo para definir a questão não deverá se prolongar ao longo de anos, pois não estaria correto viver nesta situação diante de Deus.
              Em minha igreja tive dois casos dentro desta exceção. Duas mulheres que viviam amigadas e relutavam ao pedido dos respectivos companheiros em casar; com um pouco de paciência a situação foi revertida, ambos os casais estão na igreja, as esposas se converteram ao Senhor e tenho a certeza de que foi o melhor para os dois casais.

 Separei duas vezes (era casada) e divorciei duas vezes e agora aceitei a Jesus e conheci um irmão maravilhoso, posso casar com ele?
Sim, todas as suas bagunças do tempo da ignorância foram perdoadas! II Co 5.17

fonte: igrejasementedavida

Nenhum comentário: